Contagem regressiva: uma mesa redonda sobre a era do iGaming no Brasil
Com a conclusão da jornada para garantir a aprovação final da regulamentação do iGaming no Brasil, quais estratégias e preparações sua empresa colocou em prática para o próximo lançamento no mercado?
Recentemente, vimos que o governo brasileiro reconheceu oficialmente o GLI como um laboratório de testes certificado. Como parte disso, temos feito esforços contínuos para estar em conformidade com a GLI 19 e a GLI 33, que são sinônimos de outros mercados em nível global. Além disso, também temos trabalhado em estreita colaboração com o Serpro nos requisitos de transferência de dados.
Em termos de estratégia, nossa postura continua a mesma de sempre. Estamos concentrados em colaborar com nossas operadoras para garantir que lhes forneçamos todas as ferramentas e recursos técnicos para que aproveitem seus próprios conhecimentos locais e continuem a ter sucesso. Isso é fundamental no que provavelmente será um mercado muito competitivo.
Em antecipação ao lançamento do iGaming, quais verticais específicas você acredita que conquistarão o coração dos jogadores locais e você identificou alguma preferência ou tendência exclusiva que esteja moldando sua abordagem?
Como sabemos, na maioria dos mercados estabelecidos, há uma divisão tradicional entre apostas esportivas e cassino, e é improvável que o Brasil seja diferente. Os brasileiros têm uma enorme afinidade com o futebol e isso não vai mudar tão cedo, com mais operadoras disputando oportunidades de patrocínio com seus maiores clubes.
A inclusão do iGaming no projeto de lei foi extremamente importante, pois ele representa uma parte considerável do mercado. É provável que isso continue a crescer por meio de dealers tradicionais ao vivo e jogos de colisão, que também se mostraram populares na região.
Na Sportingtech, reconhecemos a importância do iGaming e, por isso, continuamos a fazer parcerias com provedores de jogos locais para fornecer novos conteúdos de cassino que, em nossa opinião, se identificarão com o consumidor. Ainda não se sabe como o cenário mudará no futuro, mas, como sempre, nossas equipes continuarão a pesquisar o mercado e a procurar novos produtos inovadores para satisfazer os jogadores brasileiros.
Quais são as suas expectativas gerais para a trajetória dele? Há marcos, desafios ou indicadores de crescimento específicos que você prevê que moldarão o cenário nos próximos anos?
Dado o forte interesse do que parece ser a maior parte do setor de iGaming, é justo dizer que todos veem o potencial de crescimento do Brasil nos próximos anos. A pesquisa sugere que as receitas chegarão a US$ 2 bilhões em 2024 e um volume de mercado projetado de US$ 4 bilhões até 2029. Se essas projeções estiverem corretas, o Brasil se solidificará como um dos maiores mercados do mundo.
Não há marcos específicos para os quais estamos trabalhando, mas o aumento contínuo da penetração da Internet no Brasil desempenhará um papel crucial no desenvolvimento do mercado de jogos de azar on-line. Os smartphones estão se tornando mais econômicos e disponíveis para todos e, com a nova legislação, veremos a introdução de aplicativos nativos nas lojas iOS e Google Play. Isso acrescentará uma camada adicional de conveniência para o consumidor.
Há também a oportunidade de varejo, que ficou escondida à vista de todos por vários anos, portanto, será interessante ver se as operadoras farão a transição para o varejo para penetrar nos jogadores que estão limitados a transações somente em dinheiro.